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14 abril 2010

Benfica mantém avanço - Por Rui Tovar


Por Rui Tovar in Sapo

Sporting não correspondeu aos anseios do Norte do País.

A equipa da Luz ganhou mais uma "final" do campeonato, ao derrotar, ontem, os "leões" (2-0), e voltou a repôr a diferença de seis pontos sobre o Braga, quando, nesta altura, estão apenas 12 em disputa. A esperança dos arsenalistas reside agora em Coimbra e no Dragão, se não houver a candidatar-se algum visitante mais codicioso, para não dizer "danado para o despautério".

Para o encontro com o velho rival, havia a curiosidade de saber quem Jorge Jesus faria avançar para o lugar de Saviola, definitivamente KO. Optou por Éder Luis, colocando Carlos Martins na posição 10 e deixando Aimar no banco, reserva de luxo para qualquer eventualidade, como veio a verificar-se. Já Luisão recuperou sobre a hora, enquanto há muito a lateral direita estava reservada para Amorim, por castigo de Maxi.

No Sporting, todos os jogadores estavam à disposição, excepto o castigado Izmailov, para além de mais repousados. Carvalhal fez uso de Abel e J.Pereira para o corredor direito, de Grimi e Yannick para o esquerdo e com Moutinho no meio, no apoio directo a Liedson. Mendes e Veloso davam corpo a um 4x2x3x1, mais cauteloso que o esquema do adversário, mas a permitir rápidos desenvolvimentos sempre que na posse de bola.

E, na 1ª parte, tirando os primeiros 10 minutos de maior assomo benfiquista, o Sporting procurou jogar no meio-campo contrário e conseguiu-o, vindo até a ganhar um bom número de pontapés de canto, pormenor revelador da insistência ofensiva dos de Alvalade. Quanto a ocasiões de golo, porém, é que a coisa esteve de fraca maré. De parte a parte.

Mas no 2º tempo, tudo se modificou. Aimar rendeu Éder e logo aí o Benfica subiu de tom. O tom de Luisão também não lhe ficou atrás, numa entrada sobre Liedson, como que a marcar o "andamento" para a nova metade. A verdade é que o Sporting revelar-se-ia neste período muito mais inibido e sem capacidade para chegar à baliza de Quim, enquanto o Benfica - mais adiantado no terreno - pegou no jogo e surgiu com outra disposição e muito maior dinâmica colectiva.

Mesmo assim, foi necessária uma iniciativa individual, neste caso do sempre inconformado e mui "eléctrico" C.Martins, para o Benfica chegar ao golo. Rompeu bem pela direita, para Coentrão continuar e Cardozo concluir, com desvio oportuno. Carvalhal não demorou a reagir e, de imediato, Saleiro entrou a render Abel, numa louvável tentativa de discutir o assunto. Mas sem resultado.

A culpa foi de Ramires e da sua visão de jogo, ao explorar muito bem a colocação dos centrais contrários, que não souberam anular, com fora de jogo, a intervenção de Aimar. Este, partindo de trás, só teve de isolar-se no corredor central, contornar R.Patrício e atirar para as redes, já de ângulo pouco famoso. Estava encontrado o vencedor, que pouco tempo restava já para o final.

Longe da excelência de outros espectáculos já apresentados esta época, o Benfica foi, ainda assim, um justo vencedor, por aquilo que fez na 2ª parte, período no decorrer do qual foi claramente superior. Mas que a equipa dá mostras de alguma intranquilidade, talvez como reflexo do desgaste que a acomete, isso também parece indiscutível.

Quanto ao título, embora a disciplina de Matemática ainda não tenha concedido o seu aval, as cadeiras de Lógica e de Cálculo de Probabilidades asseveram que a coisa não está nada mal encaminhada.

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