Neste blog utilizo textos e imagens retiradas de diversos sites na web. Se os seus autores tiverem alguma objecção, por favor contactem-me, e retirarei o(s) texto(s) e a(s) imagem(ns) em questão.

14 Fevereiro 2012

Obrigado

Crónicas de Domingos Amaral, in Record

From: Domingos Amaral

To: Pablo Aimar

Caro Pablo Aimar

Um dia, com imensa pena, vamos ver-te partir. Regressar a casa, à tua pátria, quem sabe ao teu River Plate do coração, para por fim arrumares as botas. Nesse dia, vamos agradecer-te, vamos homenagear-te, vamos aplaudir-te todos de pé, num adeus sentido e emocionado. Nesse dia, vamos sentir saudades da tua arte, da tua humildade, do teu profissionalismo. Nesse dia, vamos sentir saudades do teu amor pelo nosso país, aonde tu e a tua família se sentem tão bem e toda a gente gosta de ti. Nesse dia, vamos sentir saudades do teu comportamento, em campo e fora dele, da tua forma honesta de jogares. Nesse dia, vamos sentir saudades das tuas tabelinhas, das tuas danças com a bola nos pés, dos teus passes de morte, da tua visão de jogo, da tua solidariedade para com os teus companheiros. Nesse dia, felizes, vamos dizer bem alto: eu sou do tempo de Aimar, eu vi o puro talento neste estádio a quem tu dás ainda mais luz, eu vi um homem cavalheiro como poucos com o emblema do Benfica ao peito, em vi um génio a honrar a nossa camisola. Nesse dia, vamos dizer que contigo ganhámos muito, títulos e taças, e que contigo sonhámos e os sonhos tornaram-se realidade, e o Benfica jogava como nós sempre imaginámos desde miúdos e ganhava e marcava golos, muitos golos. Nesse dia, vamos sentir um vazio nos nossos corações e no nosso meio-campo, vamos procurar-te com os olhos e tu não vais estar lá para nos resolver as nossas aflições e os nossos jogos e vamos ter saudades, tantas saudades que até vão doer. Graças a Deus, este não é ainda esse dia. Obrigado Pablo, por passares mais um ano connosco.

12 Fevereiro 2012

Resultados 11/12 Fevereiro 2012


Basquetebol 16ª Jornada

Benfica - V. Guimarães, 84-78



Hóquei em patins 15ª jornada

Benfica - Os Tigres, 5-2

Classificação:
1. FC Porto 14 jogos/ 39 pontos
2. Benfica 14 / 37
3. Candelária 14 / 33



Voleibol 19ª Jornada

Benfica - Fonte Bastardo, 3-0 (25-19, 25-15, 26-24)

Classificação:
1. Benfica 19 jogos/57 pontos
2. Sporting Espinho 18 / 46
3. Castêlo da Maia 19 /45



Andebol Taça das Taças oitavos-de-final

Energia Lignitul Pandurii Targu-Jiu - Benfica, 27-33

11 Fevereiro 2012

Os perigos do jogo de amanhã


Crónicas de Sílvio Cervan, in A Bola

Amanhã o jogo contra o Nacional encerra perigos muito diferentes dos habituais. Em condições normais o Benfica ganhará ao Nacional no Estádio da Luz.

Um dos problemas pode ser esse, os jogadores sabem que são favoritos e por isso não colocarem a intensidade de jogo necessária para vencer sem passar por sustos.

A deslocação da próxima semana a São Petersburgo, para a Liga dos Campeões, não pode estar na cabeça dos jogadores neste sábado. Se isso acontecer o risco aumenta. A confiança é boa quando é um tónico para a motivação e não uma desculpa para a preguiça.

Jorge Jesus é um antídoto para estes perigos, mas receio que a facilidades que apregoam, a superioridade que noticiam e a vantagem que conseguimos possam ser anestésicos da vontade de ganhar.

No último título conquistado pelo Benfica, o jogo com o Nacional foi uma das páginas mais coloridas, vencemos 6-1, e não consta que fosse a poupar. Que sirva de mote.

O Nacional tem vindo a subir de produção com este treinador, e mostrou frente ao Sporting, na quarta-feira, que será difícil vencê-lo.

É preciso ganhar amanhã para ver a Rússia de outra maneira. Se vencermos o Nacional, veremos com tranquilidade no domingo o novo FC Porto agora treinado por Lucho Gonzalez.

Nos caminhos do título é bom depender apenas de nós, e por isso teremos de conservar os cinco pontos de avanço. Quem está em tantas frentes de conquista sabe bem disso.

A Champions é uma espécie de matrioska, cada patamar que passamos temos um ainda maior para passar. É o interminável aumentar do desafio.

Há sempre novos e mais difíceis obstáculos, numa prova onde o dinheiro e o prestígio são o móbil, gostava essencialmente de jogar bem e mostrar qualidade em terras russas. Faltam três degraus para o limite.


PS - Acabo de saber que Pablo Aimar renovou contrato por mais uma época. Já dei ordens para que renovem a minha cadeira no estádio da Luz porque ter Aimar é ter a garantia de assistir a grandes espectáculos.

10 Fevereiro 2012

Os "direitos" do Benfica

Crónicas de Rui Santos, in Record,

Luís Filipe Vieira (LFV) foi à RTP fazer um último "aviso à navegação" sobre os direitos televisivos, mas toda a gente já percebeu que o presidente do Benfica "afrouxou" na sua luta contra aquilo que venho chamando os "miasmas do sistema". E isso tem muito a ver com a derrota que Pinto da Costa lhe infligiu na época passada, depois de um começo desastroso em que a estratégia de afrontar a arbitragem e o FC Porto não lhe creditou qualquer benefício – pelo contrário, até algum ridículo e desprezo, como ficou evidente no rescaldo do "apagão" e dos festejos (regados) dos campeões nacionais.

Essa estratégia saldou-se por um logro absoluto e LFV alterou comportamento(s) e procedimentos. O "porta-voz" João Gabriel recolheu-se, Rui Costa já se havia encolhido e a estrutura, que chegou a ter naqueles elementos duas "pedras angulares", passou a rever-se, "oficialmente", no discurso do seu presidente, "assessorado" para as questões financeiras por Domingos Soares de Oliveira, e nas intervenções de Jorge Jesus, escorado pelos restantes elementos da equipa técnica e por António Carraça – e moderado pela influência do "mourinhista" Manuel Sérgio.

O Benfica reduziu o ruído das suas intervenções e concentrou-se no objectivo de participar activamente nas alterações de liderança desencadeadas, primeiro, na Liga e, a seguir, na FPF, sempre convicto de que Fernando Gomes, ex-administrador da SAD do FC Porto, era o homem certo para protagonizar os "novos tempos" do futebol português.

O Benfica, depois de ter chamado à razão, com alguma violência dialéctica, o ex-presidente da Comissão de Arbitragem da Liga, colocando-o "em sentido", empenhou-se profundamente na recondução de Vítor Pereira como "homem forte da arbitragem", agora no seio da FPF. E não foi por acaso, certamente, a declaração de LFV na entrevista de terça-feira à RTP segundo a qual "não voltarei a falar de arbitragens até que esteja concluída a profissionalização do sector". Quer dizer: o maior sossego denunciado pelo presidente do Benfica – em ano de eleições – pode muito bem estar relacionado não apenas com a longevidade do cargo e com uma indiscutível capacidade de "aprender com os erros", mas também com uma sossegada arbitragem para as bandas da Luz.

Luís Filipe Vieira não se cansa de proclamar o seu empenhamento na defesa dos "direitos" do Benfica. E entre esses estão naturalmente... os televisivos. Não acredito, apesar da velada e mui romântica "ameaça" na "erre-tê-pê", que LFV accione a "bomba atómica". O Benfica pode ser, para a "Brand Finance", a 28.ª marca mais valiosa do futebol europeu em 2011, mas quem "viu tudo" desde o começo foi Pinto da Costa, que se apressou a negociar com Joaquim Oliveira 80% do valor a contratualizar pelos encarnados. O Benfica, amarrado à Olivedesportos, nunca receberá mais de direitos televisivos aquilo que encaixam, por exemplo, o Rennes, o Bordéus e o Villarreal. Resta saber se a receita a assegurar pela Benfica TV não seria suficiente para LFV passar a condicionar todo o mercado. As contas estão feitas, mas, à cautela, LFV já veio dizer que o assunto tem de ficar encerrado... este mês. Em Março há duas visitas do FC Porto. Pois.

09 Fevereiro 2012

Artur Jorge na Luz


Crónicas de João Malheiro, in Destak,

Diz-se que acontece em todas as áreas da vida. A alegria e a tristeza, o amor e o ódio, tantos sentimentos opostos, tantas sensações antagónicas. Caminham de mão dada? Caminham, no mínimo, lado a lado. Em todas as áreas da vida, no futebol também. Muito no futebol, espaço quase singular de arrebates, de sobressaltos, de alvoroços.

No futebol, queira-se ou não, a justiça é o reflexo dos golos, dos triunfos, dos títulos. No futebol, queira-se ou não, sem golos, sem triunfos, sem títulos não há justiça. Há frustração, há desânimo, há animosidade. Mas também há momentos surpreendentes.

Recentemente, por ocasião do lançamento da minha nova biografia de Eusébio e do seu 70º aniversário, convidei Artur Jorge a comparecer na cerimónia. Entrei com ele na Luz, na nova Luz, espaço que jamais havia visitado. Grande jogador do Benfica, na dobragem das décadas de 60 e 70, Artur Jorge chegou a fazer as delícias dos adeptos vermelhos, tão manifesta era a sua apetência goleadora. Mais tarde, já como técnico, notabilizou-se no FC Porto, arrebatando mesmo um título europeu, circunstância que lhe conferiu dimensão mundial e muito contribuiu (foi uma espécie de precursor de José Mourinho) para aumentar a cotação dos técnicos portugueses no contexto internacional.

De regresso ao Benfica, Artur Jorge não foi feliz. A conjuntura era, desde logo, particularmente adversa. Foi altercado com veemência, foi mesmo diabolizado. O estigma, tantas vezes repetido, de ter aniquilado uma equipa campeã ainda hoje o persegue. Artur Jorge e Benfica passaram, na versão futebolística, a viver um divórcio com foros de litígio irreparável.

Há dias, entrei com ele na Luz. Dezenas de sócios e aficionados benfiquistas foram colhidos de surpresa. Como reagiram? Com elegância, com cordialidade, com respeito. Ou mais uma lição que a bola soube dar num momento em que o país vive uma fase de brutal desumanidade e crispação atroz.

05 Fevereiro 2012

Resultados 4/5 Fevereiro 2012

Hóquei em Patins 14ª jornada

FC Porto - SLBenfica, 6-5

Classificação:
1. FC Porto 39 pontos/ 13 jogos
2. Benfica 34/ 13
3. Candelária 30/ 13



Judo Grand Slam de Paris

Telma Monteiro Vencedora



Andebol 18ª jornada

SLBenfica - São Bernardo, 34-21

Classificação:
1. FC Porto 50 pontos/ 18 jogos
2. Águas Santas 49/ 19
3. Benfica 48/ 19



Voleibol 17ª Jornada

Marítimo - SLBenfica, 0-3 (15-25, 09-25, 21-25)

Classificação:
1. Benfica 17 jogos/ 51 pontos
2. Sp. Espinho 18 / 46
3. Castêlo da Maia 18/ 42

07 Janeiro 2012

Resultados 7 Janeiro 2012

Basquetebol 12ª jornada

SLBenfica - Barreirense, 90-72

Classificação:
1. Benfica 23 pontos/ 12 jogos
2. FC Porto 23/ 12
3. Ovarense 19/ 11


Hóquei em patins

SLBenfica - Gulpilhares, (2-0)

Real politik


Crónicas de João Gobern, in Record


Ficou célebre o comentário do professor universitário sobre a tese do aluno. Esclareceu o docente que a tese continha ideias boas e ideias originais – pena que as boas não fossem originais e que as originais não fossem boas… É deste episódio lapidar que me recordo sempre que assisto ao triste espectáculo das fúrias legislativas, de febres que atacam homens de bem que se transformam rapidamente em pistoleiros normativos, capazes de disparar em todas as direções. Estudam pouco e sabem menos, conseguindo aquele extraordinário tempero português que é colocar académicos e teóricos de um lado e agentes e técnicos do outro, como se não fossem todos indispensáveis. Depois, quando é preciso um álibi final, nomeia-se um grupo de trabalho que se limita a repetir os desejos do poder ou que tem o seu trabalho condenado ao lixo.

Infelizmente, esta epidemia ameaça chegar ao mundo do futebol. Soubemo-lo através de Jorge Jesus, que veio trazer a público um estudo ou uma proposta ou uma ideia ou lá o que é, com o objetivo de valorizar o jogador português. Tenho como bom o conceito de que o campeonato nacional só é competitivo, respeitado e suscetível de atenção externa, por causa das mais-valias internacionais que por aí andam e às quais se juntam os talentos portugueses, muitas vezes ávidos de emigrar, não para clubes de primeira linha mas para ordenados com que dificilmente podem sonhar (em média) por cá.

Haverá certamente formas de regulamentar a utilização dos homens da casa. Mas querer restringir a contratação de estrangeiros aos atletas internacionais parece apenas um assomo de arrogância, demonstrativo de que as palavras austeridade e contenção ainda nos não são familiares e capaz de confundir a nossa capacidade de contratação com a dos ingleses, o que é um desvario.

Jorge Jesus teve o cuidado de dizer que, por cá, somos também formadores de jogadores estrangeiros. Os exemplos a favor deste argumento são muitos. Mas basta pensar em Hulk, que só chega a internacional brasileiro graças ao crescimento e à exposição no FC Porto. Luisão e David Luiz são contabilidade positiva para o Benfica. Van Wolfswinkel precisou do Sporting para aparecer nas cogitações dos responsáveis holandeses para o Euro que aí vem. Mais: alguém duvida que gente como Belluschi, Javi Garcia, Nolito, Ínsua, Rinaudo traz mais perfume e mais combatividade ao futebol nacional?

Acredito muito mais no bom senso – e, já agora, na negativa ao alarmismo que faz do jogador português uma espécie em extinção, algo que é desmentido pelo bom comportamento das selecções – do que na regulamentação por iluminados. Espero que o tempo do “orgulhosamente sós” tenha passado de vez. E desejo que outras vozes se juntem à de Jorge Jesus, antes que se mate a galinha dos ovos de ouro.

06 Janeiro 2012

Focados na vizinhança como sempre


Crónicas de Leonor Pinhão, in A Bola


João Tomás é um senhor. Ao contrário de Elias, para quem foi Artur sozinho que ganhou ao Sporting, Tomás nem se lembrou de dizer que foi Boeck sozinho que empatou com o Rio Ave


FOSSE eu do Vitória de Guimarães, e amor pela cidade não me falta, e também seria bem capaz de defender veementemente a causa da expulsão do benfiquista Javi Garcia, neste último jogo entre os dois emblemas, a contar para a Taça da Liga, mesmo tendo de admitir que a queda de N'Diaye demorou um bocadinho de tempo a mais do que devia em função do momento da reclamada agressão.

A expulsão de Javi Garcia, à partida, seria uma boa coisa para o Vitória de Guimarães, a perder por 0-1 e com muito, muito tempo ainda para jogar. Se eu fosse do Vitória de Guimarães teria pensado assim, com certeza, e com toda a legitimidade própria de um adepto que se preze.

Há sempre exageros no raciocinar dos adeptos. E não só dos adeptos. Os comentadores da SIC que transmitiram o jogo não tiveram a menor dúvida de que Javi deveria ter sido expulso e não são do Vitória de Guimarães, presumivelmente. Os comentadores da SIC também não tiveram dúvida nenhuma que Maxi Pereira tinha carregado Toscano dentro da área do Benfica e só mudaram de opinião ao intervalo.

Na verdade, houve falta, sim senhores, mas foi fora da área, o que é uma coisa completamente diferente. E corrigiram a sua opinião os comentadores da SIC, estação que abriu o ano com uma grande entrevista a Pinto da Costa. E a entrevista foi ontem mesmo para o ar, 24 horas depois do Vitória de Guimarães-Benfica, 24 horas depois dos comentadores da SIC, à 16.ª repetição, terem finalmente concordado que não era lance para grande penalidade visto que a falta, que existiu, foi cometida fora da área.

Depois houve aquela grande penalidade que ficou por assinalar contra o Vitória, aos 58 minutos, quando N'Diaye derrubou Nolito dentro da área dos donos da casa. Se eu fosse do Vitória de Guimarães teria reagido como os comentadores da SIC.

Pronto, foi penalty, mas não se fala mais nisso.


DOMINGOS PACIÊNCIA é um treinador com provas dadas no futebol português. Num passado recente, a Académica e sobretudo, o Sporting de Braga cresceram com Domingos até níveis competitivos muito acima do suposto.

Presentemente é o Sporting quem beneficia das qualidades do treinador Paciência no seu trabalho de diligente construtor de uma equipa de futebol. Ninguém duvida que o problema do Sporting é falta de paciência e, assim sendo, está encontrado o treinador ideal com o nome a condizer e tudo.

A trabalhar, Domingos é inquestionável. Já a falar, o treinador peca nas metáforas e expõe-se a riscos desnecessários. Com esta última, a das papas Cerelac, deu o mote para todas as análises e comentários ao que vier a ser a produção da sua equipa até ao final da temporada.

Como ficou provado depois do empate de segunda-feira, em Vila do Conde, com os incontáveis títulos dos jornais versando o tema das papas, a liquidez das mesmas, a imaturidade do infante e por aí fora, sempre no campo da puericultura.

Querendo definir o estado da construção da sua equipa através de uma imagem que fosse facilmente apreendida por todos, desde a mais tenra idade, Domingos Paciência pôs-se a jeito para jocosidades sem fim.

E agora, resta-lhe compenetrar-se de que, ganhando ou perdendo o Sporting, este campeonato ficará para sempre marcado em Alvalade e arredores como o campeonato do Cerelac.

Também é verdade que podia ser pior.


É incrível o João Tomás. E continua a marcar golos ao Sporting. E a falar também não é tolo nenhum.

No fim do jogo da Taça da Liga, João Tomás não caiu em lamentos pelo empate sofrido nos derradeiros instantes, não apresentou queixas contra nenhuma entidade, não contestou o trabalho do árbitro por ter poupado o cartão vermelho a Polga ou por não ter poupado o cartão amarelo a 8 jogadores do Rio Ave.

Com humildade, João Tomás só se queixou de si próprio. «Foi pena não ter conseguido concretizar a outra oportunidade de golo de que dispus», limitou-se a dizer. Referia-se a um lance, ainda na primeira parte mas com o resultado já em 1-0 favorável aos donos da casa, em que lhe saiu torto um chapéu que poderia ter sido fatal para as aspirações dos visitantes na Taça da Liga.

O João Tomás é um senhor. Ao contrário das desculpas de Elias, para quem foi Artur sozinho que ganhou ao Sporting na Luz, João Tomás nem se lembrou de dizer que foi o Marcelo Boeck sozinho que empatou com o Rio Ave em Vila do Conde. E não estaria a dizer mentira nenhuma.


O jogo com o FC Porto «não é nenhum drama» para o Sporting. Quem o garante é Carlos Freitas, director do clube de Alvalade, para quem o clássico de sábado «não é mais importante do que a Académica ou o Feirense», diz Freitas sabendo do que fala.

Folga-se em saber que o Sporting arrepiou caminho nos dramas em redor dos clássicos. Fez bem. Aquele drama da gaiola a carburar antes, durante e depois do último clássico da Luz terá servido de lição.

E pronto, está visto. Com o Benfica houve drama, mas com o FC Porto não vai haver drama nenhum. Assim é que é bonito.


FOCADOS na vizinhança como sempre, não nos preocupámos em saber que impacto causou em Inglaterra a declaração de amor de José Mourinho ao futebol inglês. Também é verdade que o impacto causado em Madrid foi de tal monta que dificilmente haveria condições para olhar com a mesma atenção para lá do Canal da Mancha.

A possibilidade de deserção de Mourinho preocupou os adeptos do Real Madrid, como não poderia deixar de acontecer. Mas alguém se deu ao trabalho de saber se a possibilidade de Mourinho regressar a Inglaterra preocupou de alguma forma os grandes treinadores da Premier League?

Para Mourinho entrar, um deles tem de sair, não é verdade?

E há motivos para acreditar que o impacto da declaração de amor de José Mourinho ao futebol inglês foi bem mais forte em Inglaterra do que nas imediações do Estádio Santiago Bernabéu.

A coberto da velha e impecável fleuma britânica que a todos obriga, não se ouviram dislates nem remoques contra Mourinho de treinadores consagrados com posições apetecíveis como Sir Alex Fergunson, Arsene Wenger ou Roberto Mancini.

Nenhum deles abriu a boca. Mas, curiosamente, todos perderam os seus últimos jogos desde que Mourinho os ameaçou com o regresso.

São os nervos.


O Manchester United perdeu o seu jogo com o Blackburn por causa de um deslize fatal do seu guarda-redes, o espanhol De Gea. Também no jogo com o Benfica, em Old Trafford, o mesmo De Gea prestou grande colaboração no lance do golo de Aimar que haveria de empatar a partida.

É um facto que os adeptos do Manchester United não têm grande confiança nas capacidades do guarda-redes contratado ao Atlético de Madrid e que não foi barato. Um dia destes o Atlético de Madrid começa a ter má fama no mercado dos guarda-redes.

Roberto vendido ao Benfica, De Gea vendido ao Manchester United... onde é que uma coisa destas pode ir parar?


DEPOIS de uma época triunfal, o presidente do FC Porto recebeu uma consagração internacional. Rima e é verdade.

Numa cerimónia realizada no Dubai, rodeado de sheiks das Arábias, Pinto da Costa venceu na categoria de melhor dirigente do ano um Globe Soccer Award, troféu de prestígio que, no entanto, não lhe mitigará o desgosto de nunca ter visto os seus méritos devidamente homenageados em Portugal.

E mesmo este Globe Soccer Award, vindo do Dubai, não teve o impacto devido na sociedade portuguesa. O que se compreende porque tratando-se de um prémio dado por mouros, é sempre de desconfiar.

04 Janeiro 2012

Imagem da Semana 03 Janeiro 2012


Taça da Liga 2011/2012

V.Guimarães - SLBenfica, 1-4