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17 novembro 2009

Entrevista a Saviola em A Bola


Saviola: «Além de ganhar, divertimo-nos em campo»

Não basta ganhar, é preciso dar espectáculo. Esta é uma das máximas do argentino que tanto gosta de marcar um golo como fazer um túnel, uma tabela com o inseparável Aimar... desde que o deixem, pois em Portugal «destrói-se muito o futebol». Assume-se «matreiro» na área e elogia Jorge Jesus: «Não perde um único detalhe.»

Entrevista de Fernando Urbano in A Bola


— No seu primeiro dia no Benfica disse que queria voltar a sentir-se goleador. Já tem dez golos em todas as competições. Satisfeito?
— Não. Sou ambicioso e perfeccionista, quero sempre marcar mais. Tenho muito mais para dar, jogar a um nível muito mais alto.

— O melhor golo até agora?
— Contra o Belenenses. Dificilmente corri tanto para fazer um golo, pois jogo sempre mais perto da área.

— Como é que consegue adormecer os seus adversários que o marcam ao segundo poste?
— Duas razões: primeiro, não posso estar perto de Luisão, David Luiz ou Javi García; tenho então de encontrar outra forma de chegar à bola. Raramente nunca me chega limpa. É uma questão de matreirice, de picardias, mais do que o posicionamento. Estou sempre dependente do que pode acontecer dentro da área.

«Enorme prazer de jogar com Aimar»

— Considera que Aimar voltou ao seu melhor momento de forma?
— Ambos ainda podemos chegar a um nível mais elevado. Às vezes rimo-nos porque sabemos que já não temos 17 e 19 anos, como nos nossos tempos no River Plate. Agora custa-nos mais aguentar todos aqueles jogos de seguida, mas ainda podemos dar mais, chegar um degrauzinho mais acima. Ele é imprevisível, encanta vê-lo pisar um relvado, nunca se sabe o que ele pode fazer. Para mim e para todos, é um prazer ver jogar Aimar.

— Ele é imprevisível mas você adivinha muitas das suas jogadas. Começa a ser imagem de marca as vossas tabelinhas...
— Mas isso é quando nos deixam jogar! A Liga portuguesa é difícil, muito física, os jogadores tratam sempre de destruir o futebol, no bom sentido da palavra: muito defensivo, correr, não deixar jogar. Mas quando podemos, desfrutamos. Isso é o mais importante. Quando se juntam jogadores que sabem jogar futebol chega o momento em que além de ganhar te divertes em campo. Adoro fazer túneis, tabelas, marcar um golo numa jogada ao primeiro toque. Quando podemos, divertimo-nos.

— Compara a qualidade de futebol do Benfica com alguma equipa que já tenha representado?
— Nenhuma equipa é comparável, porque todas têm lacunas e virtudes. A equipa que neste momento tem menos defeitos é o Barcelona. Quando eu estava no Barcelona jogava ao lado de Kluivert e Rivaldo. São diferentes de Cardozo e Aimar.

— Mas este é o tipo de futebol que mais gosta?
— No Benfica jogamos o futebol que mais me beneficia. No Barcelona, por exemplo, joguei muito tempo sozinho na frente, com quatro defesas atrás de mim. Mas este futebol convém-me mais, pois tenho referências como Cardozo, Aimar, Di María... em qualquer momento eles podem decidir um jogo. Esta é uma equipa muito bem formada e se tudo correr bem chegaremos lá acima.

«Jesus lembra-me o melhor de Bielsa»

— A qualidade de jogo deve-se mais aos jogadores ou a Jorge Jesus?
— As duas coisas. Um treinador é importante mas se não tiver o apoio dos jogadores a missão torna-se muito difícil. Mas Jesus é um apaixonado pelo futebol, o que nos beneficia muito. Ele está sempre em cima de tudo o que envolve o jogo, os jogadores, não deixa escapar o mínimo detalhe. Para uma equipa é muito motivador saber que se tem esse apoio por parte do treinador. Ele e nós andamos sempre de mão dada. Ele com a motivação que nos dá e os princípios que nos ensina; nós com o nível de compromisso máximo com o que nos é pedido.

— Jesus está ao nível dos melhores treinadores que já teve na sua carreira?
— Já tive de tudo [risos]: é um treinador que me faz lembrar os melhores momentos de Marcelo Bielsa na Argentina: era um técnico que motivava muito os jogadores, estava atento a todos os pormenores tácticos e técnicos, queria os jogadores sempre a 100 por cento. Depois tive outros treinadores que queriam outras coisas... gosto muito da forma como Jesus trabalha, pois tenta fazer tudo para que a equipa seja sempre ofensiva, olhe sempre para a baliza adversária, que em nenhum momento relaxe. Não é bom quando temos um técnico muito defensivo, que empurra a equipa para trás, não demonstra valentia em campo. Com Jorge Jesus mostramos essa valentia, ele fez-nos ter uma identidade ofensiva.

«Javi Garcia está em grande nível»

— Tem também uma grande relação com Javi Garcia. O que sentiu quando ele marcou o golo da vitória frente à Naval?
— Primeiro, alívio. Estávamos num momento difícil, sem encontrar a chave da vitória. Às vezes temos este tipo de jogos em que a única forma de decidir um jogo é através de um livre, um canto ou uma recarga mais estranha. Fiquei muito feliz por Javi García.

— Está a ser uma grande surpresa. Acha que um dia o Real Madrid poderá arrepender-se de ter vendido o seu passe?
— Quem sai de um grande clube não volta.

— Mas ele voltou: saiu para o Osasuna e foi novamente adquirido...
— Sim, mas isso não vai acontecer duas vezes! Sempre que falamos ele diz-me que está muito feliz no Benfica, sente-se querido, sente-se um grande jogador. Ele encontrou tudo isso aqui. Oxalá que mantenha este nível durante vários anos.

«Sinto-me muito útil à equipa»

— Você é o quinto jogador mais utilizado em todas as competições. As pernas já começam a pesar?
— Não. É bom ter uma continuidade. Estar num clube grande implica jogar duas a três vezes por semana. Isso é difícil mas não me sinto cansado. Aguento bem e quando estiver cansado toda a gente irá perceber.

— Disse há dois meses que ainda não tinha atingido o seu tecto no Benfica. E agora?
— Ainda posso melhorar. Já ganhei uma continuidade, sinto-me muito útil à equipa, mas ainda posso dar mais.

— A equipa vai estar preparada fisicamente para o ciclo que aí vem (sete jogos em 28 dias)?
— Só poderemos fazer essa análise depois desse ciclo. No jogo com a Naval, por exemplo, fizemos um esforço terrível: foi ir, ir, chocar, chocar... se esse jogo tivesse sido depois de três semanas difíceis não sei se teríamos forças para o vencer na parte final. Mas estamos bem fisicamente, a equipa tem vontade de ganhar, temos muitos jogadores jovens com vontade de crescer enquanto futebolistas, casos de Fábio Coentrão, David Luiz, Di María, que podem ainda dar muito mais.

«Ser campeão será algo grandioso»

— Desde 2006 que você não ganha um título. É uma sensação difícil para quem se habituou a jogar em grandes clubes?
— É lindo ganhar. Mas há que ter paciência. Ninguém nos vai dar nada, sabemos das dificuldades que vamos ter pela frente, quer na Liga Europa, Liga e Taça de Portugal: é tão difícil vencer a Naval como o FC Porto ou o Sporting. Hoje em dia as equipas estão muito equilibradas, há que lutar sempre. Se queremos ser campeões teremos de sofrer muito.

— Estes meses já serviram para entender a importância de o Benfica ser campeão?
— À medida que o tempo passa noto essa vontade nos adeptos. Cada vez vou imaginando mais a conquista desse objectivo. Ainda falta muito campeonato, mas tenho a perfeita noção de que ser campeão pelo Benfica será algo grandioso.

— Qual foi o episódio que já o marcou no encontro com adeptos na rua?
— Não foi um episódio particular, antes uma coisa mais global: tem-me surpreendido o carinho e a paixão que os benfiquistas têm pelo seu clube. É algo muito específico.

— O que lhe falta para se sentir plenamente realizado enquanto jogador de futebol?
— Hoje em dia é ser campeão. Seria incrível ganhar o título logo no meu primeiro ano no Benfica. É o meu objectivo primordial, mais do que qualquer coisa ligada com a selecção argentina.


«Maradona deu-me motivação extra»

Surpreso ao perceber que 'El Pibe' pode convocá-lo a qualquer momento.
Quer jogar ainda melhor pelo Benfica.
As gargalhadas que uma frase provocou.

— Como é que recebeu as declarações de Maradona, ao afirmar que deverá chamá-lo em breve à selecção argentina?
— Fiquei muito surpreendido. Não esperava que ele falasse de mim numa conferência de Imprensa antes de um jogo. Pensei que ele iria apenas falar de jogadores que estivessem convocados, como Di María ou Aimar... deu-me uma motivação extra, sinto agora que posso voltar a ser convocado a qualquer momento.

— Foi ver o jogo com a Espanha, em Madrid?
— Não, vi na televisão, aqui em Lisboa. Infelizmente perdemos. Fiquei logo com aquela tristeza...

«Já sabemos como é Diego...»

— Ficará agora mais ansioso?
— Não. Vou continuar a jogar da mesma maneira, sem me sentir pressionado, sem coisas que possam prejudicar o meu jogo. Vou tentar continuar como tenho vindo a fazer agora: pensar primeiro no Benfica e só depois na selecção. Essas declarações deixaram-me algo de muito positivo cá dentro, porque sei que Maradona está a observar-me.

— Acha que já merecia uma oportunidade?
— Agora estou a jogar com assiduidade. No Real Madrid jogava pouco e por isso o seleccionador não podia ver-me. Agora voltei a um bom nível e creio que a melhor maneira é continuar assim.

— Se estivesse no Benfica há mais tempo acredita que já teria sido convocado?
— As carreiras são feitas de altos e baixos. Hoje estás num mau momento, amanhã estás num bom momento. Tens de aproveitar quando estás bem mas também ter a consciência de que nem sempre podes estar no máximo.

— Qual foi a sua reacção quando ouviu Maradona a dizer 'sigan chupando' naquela polémica conferência de Imprensa?
— [não evita o riso malandro] A primeira reacção, em conversas com os meus colegas, foi uma enorme gargalhada. As pessoas não estão habituadas que alguém pertencente ao futebol diga uma coisa daquelas, mas há que entender os impulsos de Maradona: ele é uma pessoa muito espontânea, às vezes não mede as consequências do que diz. Diego é assim, sabemos tudo o que ele sofreu e continua a sofrer com tudo o que gira à sua volta. Já sabemos como ele é.

— Às vezes também tem vontade de dizer o mesmo?
— Às vezes [solta uma gargalhada]. Só que há pessoas que se sabem controlar, outras não. Na vida ou dentro de um campo de futebol.


«Dí María pode ser um dos melhores do Mundo»

Elogia compatriota, mas diz que 'Angelito' tem de se «sentir bem no clube que representa».

É o homem do momento da equipa, do mercado e até da selecção argentina. Di María conquistou em definitivo a titularidade na formação alviceleste comandada por Diego Armando Maradona e os interessados na aquisição do seu passe não param de aparecer. Colega e compatriota do esquerdino, Saviola dirige-lhe um elogio sincero: «Di María é um jovem [21 anos] e está a crescer de forma muito rápida. Mas quem o vê, dia-a-dia, quer nos treinos ou nos jogos, sabe que tem um grandíssimo potencial. Por sorte está num excelente momento de forma. Desequilibra muito porque é um jogador rápido, ofensivamente é muito importante para a Argentina e para o Benfica. Está a viver um bom momento e tem de o aproveitar.»

Mas a sua experiência leva-o a deixar um conselho ao camisola 20: «No mundo do futebol nunca se pode dizer que o futuro vai ser isto ou aquilo. Hoje em dia um jogador pode estar muito bem mas nunca se pode dizer que vai disparar. Ele, tal como todos os jogadores, tem de se sentir bem no clube onde está. Há jogadores a quem nunca se adivinhava um grande futuro e acabaram por explodir; e outros que toda a gente apontava como grandes craques para o futuro e depois não tiveram o rendimento esperado. Oxalá que Di María continue a mostrar o futebol que tem vindo a exibir até ao momento. Porque se assim fizer, pode vir a ser um dos melhores do Mundo.»

«Braga e FC Porto são os nossos concorrentes ao título»

Não vê os leões como candidatos.
Mas isso será irrelevante no 'derby' marcado para Alvalade.

Ainda falta mais de uma semana mas aos poucos o jogo vai concentrando as atenções: dia 28 joga-se o derby com o Sporting, no Estádio José Alvalade, o primeiro de Saviola em Portugal. A primeira reacção do argentino ao projectar o jogo é uma enorme satisfação. «Gosto destes jogos», diz, lembrando-se dos escaldantes River Plate-Boca Juniors ou Sevilha-Bétis, «uma coisa de loucos». Lembra que nestes encontros «não interessa para nada a distância que separa as equipas na classificação», admitindo que nem a possibilidade de o Benfica poder afastar definitivamente os leões do título em caso de vitória garante o favoritismo aos encarnados. «É cedo para dizer o que quer que seja», admitindo que o factor Carvalhal pode ser «motivador». Ainda assim, garante: «Vamos jogar em Alvalade da mesma forma: para ganhar!»

A conquista do título é a prioridade, numa luta que não incluiu, por enquanto, o Sporting:

— Os nossos concorrentes directos são o Sp. Braga e o FC Porto. Se estão lá em cima na classificação connosco não é por obra do acaso. Já jogámos com o Sp. Braga e percebemos que se trata de uma equipa bem organizada. O jogo teve mais picardias do que eu esperava, mais parecia um jogo disputado na Argentina, mas o futebol é assim... Estamos colados ao Sp. Braga no primeiro lugar com justiça, porque o Benfica é uma equipa que tenta jogar sempre bem, respeita o futebol e não entra por caminhos especulativos. Sabemos que para sermos campeões teremos de sofrer muito, como se viu com a Naval.


«Keirrison vai mostrar valor»

Deve ser o colega de ataque frente ao V. Guimarães.
Brasileiro é «diferente de Cardozo».

Antes do derby a equipa terá pela frente um jogo difícil, frente ao V. Guimarães, para a Taça de Portugal. Os internacionais vêm cansados, não haverá Cardozo (castigado) e Luisão (a recuperar de uma apendicite). Nada, porém, que preocupe Saviola: «Se há algo que o Benfica tem esta época é um plantel rico que permite a troca de jogadores sem se notar muita diferença no nível de jogo. Há sempre lesões, castigos, jogadores que têm de descansar porque jogam encontros de uma taça... todos os jogadores têm de estar bem. Quando estava no Real Madrid e era suplente, sabia que a qualquer momento podia jogar.»

Keirrison deverá ter a sua oportunidade, adivinhando-se que faça dupla com o argentino no ataque. «Ele e Cardozo são diferentes. Cardozo está a fazer uma época excelente, Keirrison ainda está a começar a carreira. Mas acredito que vai mostrar o seu valor. Um goleador como ele precisa de jogar e não o tem feito. Mas o golo que marcou nos Açores pode dar-lhe moral», é a previsão do avançado argentino.


«Conheci casos como o de Enke»

A discussão que se lança sobre a pressão exercida sobre os jogadores profissionais de futebol.

Mais do que um futebolista, foi o cidadão Robert Enke que se suicidou. Mas as altas esferas do futebol alemão já vieram lançar a discussão: estarão os jogadores submetidos a intensa pressão?

«A mente humana já é complicada por si só», diz Saviola. «Qualquer um pode entrar em depressão mas o mundo do futebol às vezes é difícil para quem está lá. Quando as coisas não estão bem tudo muda: muita pressão, os filhos pagam na escola, és insultado, a tua mulher também paga. Toda a gente pensa que jogador de futebol é só entrar em campo, jogar um pouco e já está. No meu caso, quando as coisas correm mal, são poucas as pessoas que me consolam, já quando estou bem recebo um milhão de mensagens. É difícil, uma pessoa deve estar preparada, mas há aqueles que não aguentam, como lamentavelmente aconteceu com Enke», afirma, puxando pela memória: «Conheci colegas que entraram em depressão, não podiam sair de casa, entraram num negativismo terrível, desprezando amigos e família. Felizmente sem recorrerem ao suicídio.»


Burgos deu-lhe a alcunha

Foi o excêntrico guarda-redes German Burgos, 36 vezes internacional pela Argentina, o culpado por Javier Saviola ser hoje conhecido por el conejo (o coelho). A história é contada na primeira pessoa: «Ele era o guarda-redes do River Plate e colocava alcunhas a todos os jogadores, era o mais divertido do plantel. Quando cheguei à equipa ele chamou-me coelho mal viu a minha forma de correr. A partir daí ficou... não me importa, sou um tipo que gosta de brincar.


Namorada mediática

Romanella Amato, namorada de Saviola, é modelo argentina e capa de revistas. O avançado convive bem com o assédio e com os ciúmes: «Fico tranquilo. Sempre respeitei a sua profissão e ela também respeita a minha: sou apaixonado pelo futebol e às vezes, nos nossos tempos livres, quero ver um jogo qualquer na televisão. E ela deixa! Tenho confiança plena nela, por isso temos uma grande relação. Seria pior se não conseguisse controlar a sua carreira, porque a vida de modelo é desfiles, contacto com outros homens. Respeito muito o que ela faz. Vivemos juntos em Portugal e vai à Argentina quando tem desfiles ou produções fotográficas. Agora está a terminar os estudos. Ela tem a sua vida. Temos de deixar viver a pessoa com quem partilhamos a casa. Apoio-a muito e respeito bastante o que ela faz. »


BI: Javier Pedro Saviola Fernandez

Data de nascimento: 11/12/1981 (27 anos)
Naturalidade: Buenos Aires (Argentina)
Altura/Peso: 1,68 m/60 kg
Percurso: River Plate, Barcelona, Mónaco, Sevilha, Barcelona, Real Madrid e Benfica

22 setembro 2009

Entrevista a Saviola em ole.clarin.com


El Pibito anda haciendo goles en el Benfica, su nuevo equipo: "Volví a ser feliz". Ahora juega seguido y no descarta que Diego alguna vez se fije en él. También está chocho por jugar de nuevo al lado de Pablo Aimar.

-En serio, Javi, Te tiene en la foto...

-Andá, me estás jodiendo.

-Averiguá. Vas a ver, fijate en Internet...


Fernando Gago insistía sobre su entonces compañero del Madrid. A Javier Saviola le costaba creerle. Tal vez porque nunca se hubiera imaginado colgado en una pared de la Bombonera, enmarcado en pleno palco maradoniano, abrazado a un Diego que hasta no hace tanto debía pedir permiso para visitar a los jugadores de la Selección. "Cuando me lo comentó, pensé que me era joda... En la cancha de Boca y al lado de Diego: no lo podía creer. Cuando vi que era cierto, me produjo una alegría muy grande, el orgullo de estar con uno de los mejores jugadores de todos los tiempos, imaginate...", se entusiasma Javier Saviola desde Lisboa, su nuevo lugar en el mundo.

El Conejo de los 111 goles en Europa y 37 con la Selección está otra vez haciendo de las suyas. Vecino de Aimar, Shaffer y Cardozo, en diciembre cumplirá 28 años. Atendió en exclusiva a Olé y habló por primera vez con un medio argentino desde que decidió marcharse del Madrid.

-¿Tuviste contacto con DIego desde que es DT?

-Hace mucho que no lo veo. Tengo su imagen dentro del vestuario, en pleno Mundial de Alemania, cuando nos venía a alentar antes de los partidos. Después, no lo vi más. Cuando estuvo en Madrid, se reunió con los que iba a citar.Quiero que le vaya bien, se lo merece.

-¿Qué sentís cuando escuchás que a la Selección le falta gol?

-Cuando las cosas van mal, siempre hay culpables. Si no se habla del delantero, se habla del arquero, del técnico. Pero en este momento no hay que buscar culpables.

-También se debate acerca de lo perjudicial de jugar con delanteros bajitos, sin un 9 de área...

-Hay jugadores de calidad, no pasa por decir que uno es bajo, es alto... No hay una manera de jugar al fútbol ni de atacar. En la Argentina, además, todos discuten por cosas del fútbol, es la pasión con la que se vive todo.

-¿Cómo vivís la crisis de la Selección a la distancia?

-Con mucha tristeza. Vi los partidos de las Eliminatorias y me puse en la piel de los muchachos, de la gente. No es fácil. Es un momento complicado, pero no podemos mirar hacia atrás. La Selección debe estar unida y saber que hay que ganar estos partidos como sea y clasificar, independientemente de los jugadores que estén. No tengo dudas de que los muchachos van a dejar el alma. Todos sabemos cómo siente el jugador a la camiseta de la Selección.

-Fuiste compañero de Messi. ¿Por qué rinde diferente en el Barcelona?

-La gente espera mucho de todos los jugadores que estamos en Europa. Ven el rendimiento que tenés afuera, los goles, los partidos que jugás, pero deben darse cuenta de que en la Selección tenés una semana para preparar el partido, que tus compañeros no son los mismos, que la adaptación al equipo debe ser rápida. La gente es exigente en todos lados. En su momento fueron criticados Kaká, Cristiano Ronaldo... A Messi hay que apoyarlo. Lionel es una persona muy querida, un tipo muy sencillo. Cuando estuvimos juntos en la Selección o nos cruzamos en algún aeropuerto, siempre se comportó muy bien conmigo. Todo lo grande que es dentro de la cancha, después tiene una humildad enorme. No creo que esté pasando un mal momento. Sólo hay que encontrar la forma en donde él pueda jugar mejor. Es un jugador bárbaro.

-¿Tenés la ilusión de volver a la Selección?

-Nunca dejé de soñar con la Selección. Sería mentira decirte que no me gustaría estar. Soy el primero al que le gustaría estar, poniendo el hombro. Es un orgullo muy grande cada vez que te llaman. Pero esté o no, soy el hincha número uno.

-¿Volviste a sonreír?

-Estoy feliz por este momento. Encontré un grupo muy bueno y un entrenador que me da confianza y la posibilidad de jugar partido tras partido. Era lo que necesitaba.

-¿Te sentís más Saviola?

-Todavía queda la temporada por delante, pero me estoy reencontrando con mi fútbol. Hoy tengo esa confianza. El equipo me ayuda mucho.

-¿Qué te convenció para dejar el Real Madrid?

-Había tenido otras posibilidades, en otras ligas, pero me sedujo la confianza de Rui Costa. Se puso en contacto y me dijo muchas cosas para que me sienta cómodo y viniera. También tener a Pablo (Aimar) como compañero. Hizo que me dieran muchas ganas de venir al Benfica. No me equivoqué. Es impresionante cómo se vive el fútbol acá: me hace acordar mucho a la Argentina...

-¿Es competitiva la liga portuguesa? Otras europeas se valoran más...

-Es muy fuerte físicamente. Se corre mucho. Los equipos te esperan y salen de contra. Se requiere estar bien físicamente. No hay muchos espacios y los equipos son compactos. Por suerte, encontré un técnico muy ofensivo, al que le gusta que el equipo juegue bien, de espectáculo, que seamos protagonistas dentro de la cancha. Tener jugadores rápidos, un equipo que ataque mucho, beneficia mi juego. Cardozo es el 9 de área; yo me muevo por todo el frente, detrás suyo y delante de Pablo. Tengo la posibilidad de elegir en qué punta jugar...

-¿Te lo tomás como una revancha tras lo vivido en el Madrid?

-No lo tomé como una revancha a nada ni a nadie. Soy perfeccionista conmigo y cuando no jugaba, trataba de mantenerme bien físicamente. No tengo que demostrarle nada a nadie. La mayor satisfacción de jugar y de sentirme feliz adentro de una cancha, es mía.

-¿Qué enseñanza te dejó?

-La más grande es que nunca debés bajar los brazos. Cuando no jugás ves todo negro. No es lo mismo ir a entrenarte sabiendo que no vas a jugar o tener que practicar distinto al grupo que juega. Pero tuve siempre mentalidad positiva. Ahora estoy feliz. El otro fin de semana, luego de hacer el gol del Benfica, volví a verlo y me sorprendí por todo lo que corrí con la pelota en los pies (NdeR: 60 metros). ¡Lo hacés cuando tenés confianza, cuando te sentís bien!

-¿Te molestó que te acusaran de quedarte en el Madrid por tu contrato?

-No me conocen ni un poco. Amo el fútbol, me encanta jugar y lo único que busco es ser feliz en una cancha.

-¿Te arrepentiste de no haberte ido antes?

-Soy un luchador, no me entrego nunca... Quería pelearla, nunca bajé los brazos.

-¿El cambio de club también tuvo que ver con no quedar al margen de las convocatorias?

-Fue para volver a sentirme feliz, tener continuidad, tal vez la Selección...

-¿Con Aimar siguen jugando de memoria?

-Todo lleva su tiempo. Ya no tenemos ni 17 ni 19, pero nos entendimos bien, rápido, nos conocemos. Fue muy especial volver a estar como compañeros. Tenemos un amistad muy grande. Nos fuimos de River y nunca dejamos de tener esa relación, aunque él ya tiene dos hijos y va a tener el tercero. Tenemos la madurez de haber estado tantos años en el fútbol europeo. Somos de la misma manera, pero diez años más grandes.

-¿Cómo ven al fútbol argentino en Portugal?

-Somos cuatro argentinos, más los uruguayos. Siempre nos juntamos en alguna habitación para ver los partidos. Ahora que no los pasan más por la tele, nos reunimos alrededor de alguna computadora... Hoy el fútbol argentino es muy irregular y se equiparó todo. Cuando jugábamos nosotros había un poco más de diferencia entre los grandes y el resto. Con Pablo hablamos mucho de River: el otro día hablábamos de la vuelta de Almeyda...

-En River mueren por tu regreso.

-Cuando me encuentro con algún argentino, sea en Buenos Aires, Lisboa, Madrid, siempre me dicen que vuelva a River. La gente está necesitada de títulos, de que el club vuelva a estar entre los mejores...

-¿Mantenés a Ortega como ídolo, como cuando eras alcanzapelotas?

-Es uno de los últimos ídolos, de los últimos grandes jugadores que tuvo River. Un orgullo para los hinchas. Quiere mucho a la camiseta y yo disfruto cuando lo veo con la de River...


12 julho 2009

Saviola

«Jogar bem e mostrar 'ganas'»

Saviola sabia que o Benfica era grande. Mas tão grande assim confessa que não esperava «Quando assinei» começou por dizer Javier Saviola,

«já sabia que vinha para um grande clube, mas não tinha a noção exacta da grandeza real do Benfica.»

E o argentino, para ilustrar a sua opinião, refere

«a qualidade do estádio, as instalações de treino e uns adeptos que mostram afición e têm expectativas altas, às quais temos de corresponder.»

Esta realidade abriu-se-lhe especialmente quando viu a final do futsal e

«nem queria acreditar em toda aquela fantástica euforia gerada em torno do clube.»

Depois, na Suiça, perante a avalanche de adeptos encarnados que têm acorrido aos treinos, a certeza da dimensão do Benfica enraizou-se-lhe ainda mais.Vindo de outros grande emblemas - River Plate, Barcelona, Mónaco, Sevilha e Real Madrid - Saviola apresentou, a A BOLA, a fórmula para o sucesso na temporada que agora começa:

«Não tenho dúvidas de que os adeptos do Benfica precisam de que a equipa jogue bom futebol e ao mesmo tempo mostre ganas de vencer a Liga. Em suma, trata-se de um clube lindo com uns adeptos fantásticos, cheios de expectativas, que não podemos defraudar.»

Quanto à pré-temporada, que decorre na Suiça sob a orientação de Jorge Jesus, Javier El Conejo Saviola reconhece que «está a ser dura, mas é assim que deve ser.» E explica que:

«viemos das férias e temos de entrar na disciplina do clube e ganhar a forma necessária para encararmos com ambição a Liga. São dias duros, estes que temos passado ultimamente, mas estamos todos cheios de vontade de fazer um grande campeonato.»

Relativamente aos colegas - onde existe um contingente sul-americano expressivo - são excelentes as primeiras impressões:

«Encontrei um grupo unido e humilde, que quer fazer história. Fui muito bem recebido, o que facilitou e acelerou a minha adaptação ao Benfica.»

in A Bola

27 junho 2009

Entrevista a Saviola


«Não resisti à determinação do Benfica em contratar-me»

Numa entrevista exclusiva a A BOLA, 'el conejo' explica o que o levou a trocar Madrid por Lisboa. A operação de charme encarnada funcionou na perfeição, ao ponto do atacante argentino baixar substancialmente o salário. Na Luz reencontra o 'irmão' Pablo Aimar, que o ajudou na decisão. Agora quer recuperar a alegria de jogar.

É jogador do Benfica para as próximas três temporadas, com mais uma de opção. O que pesou na sua decisão?

— O Benfica é um clube muito importante em Portugal e na Europa. O Aimar disse-me coisas muito boas, mas o que pesou verdadeiramente foi ver a determinação do Rui Costa, do presidente do Benfica e da equipa técnica em contratarem-me, em apostarem em mim. Senti-me muito desejado, não consegui resistir.

— Já esteve com Rui Costa?

— Não, só falámos por telefone. Eu estou na Argentina, as negociações decorreram em Madrid com o meu empresário e o meu advogado.

— Depois da pouca utilização no Real Madrid, espera agora recuperar a alegria de jogar?

— É muito lindo depositarem tanta confiança em mim. Isso deixa-me orgulhoso e motivado, quero muito corresponder. O meu objectivo é voltar a jogar com regularidade, o que não aconteceu nos últimos tempos. Quero sentir-me novamente útil e importante. Sinto que conto com a confiança da equipa técnica e esse é um bom ponto de partida. Estou com muitas ganas de jogar, de mostrar o meu futebol. Quero adaptar-me rapidamente e fazer uma boa pré-temporada, para entrar no ritmo.

Reeditar química com Pablo Aimar

—Você e Aimar são como irmãos e formaram uma dupla de grande categoria no River Plate. Está feliz pelo reencontro?

— Claro que sim. Jogámos juntos três anos, no River Plate, e o entendimento foi realmente muito bom, formámos uma dupla importante. As nossas carreiras seguiram depois rumos diferentes, mas voltamos a encontrar-nos agora, numa fase distinta. Oxalá possamos ter sucesso e reeditar a química que tinhamos no River.

— O que lhe disse Aimar do Benfica?

— Várias coisas, todas muito positivas. Diz que as pessoas do clube são fantásticas, que os adeptos apoiam a equipa de forma incondicional, que as condições de trabalho são óptimas e que a equipa tem muito potencial. Ele está muito feliz em Lisboa.

— Traçou alguma meta de golos para a sua época de estreia?

— Não, nunca o faço. Agora estou preocupado em conhecer os meus novos companheiros e ajudar a equipa do Benfica a fazer uma boa temporada, a alcançar os seus objectivos. O mais importante para mim é voltar a sentir-me acarinhado pelos meus companheiros e pelos adeptos. Quanto aos golos, aparecerão com naturalidade.

— Além de Aimar, jogam no Benfica mais argentinos, casos de Di María e Shaffer. Conhece-os?

— Conheço melhor Di María, é excelente jogador, mas tenho óptimas referências de Shaffer. São dois jovens com muito valor. É bom encontrar compatriotas, facilita a adaptação. Estive a ver o plantel do Benfica e, sinceramente, é um grupo com muita qualidade e potencial. Podemos construir uma equipa muito competitiva, capaz de lutar pela vitória em todas as frentes.

— Tem esperança de sagrar-se campeão já na primeira época?

— Seria muito lindo! Oxalá que sim. Vamos trabalhar para isso.

— Regressar à selecção é um objectivo?

— Sim, não escondo que é um dos meus objectivos, uma das motivações que tenho. Primeiro tudo farei para que as coisas me corram da melhor forma no Benfica, isso pode ser um importante trampolim para regressar à selecção, para ter uma oportunidade numa futura convocatória. Até porque o Benfica é um clube muito conhecido na Europa.

— No Benfica vai formar dupla com Óscar Cardozo, que também jogou na Argentina...

— Conheço-o bem, já o vi jogar, tem muita qualidade. Temos um grupo muito bom, com jogadores fortes, mas o importante será o colectivo.

— Há também interesse na contratação de Falcão, do River Plate. Que opinião tem sobre ele?

— Não gostaria de estar a comentar cenários, são coisas da responsabilidade do Benfica.

Baixar salário para compensar esforço

— O FC Porto é o clube mais vitorioso em Portugal nos últimos anos. Acha que esta época, com a sua ajuda, o Benfica pode iniciar um novo ciclo?


— Vamos tentar. Eu sei que o FC Porto tem ganho mais vezes e tem feito também boas campanhas na Liga dos Campeões, mas sinceramente não temos de olhar para o que fazem ou deixam de fazer, temos é de olhar primeiro para nós, para o que somos capazes de fazer.

— A sua contratação parecia impensável, face ao seu elevado salário, muito acima das possibilidades do Benfica. Abdicou de parte do ordenado?

— Todos fizemos um esforço muito grande. O Benfica fez o seu, por intermédio do presidente e do Rui Costa, e eu fiz o meu, baixando o meu salário. Sinceramente, nesta fase a questão económica não era muito importante para mim. Como já disse, queria era voltar a sentir-me desejado, motivado, importante. Estou muito feliz mesmo.

— Quando chega a Lisboa?

— Amanhã viajo para Madrid e no domingo para Lisboa.

Aimar & Saviola




Frases

Algumas Frases de leitores espanhóis acerca da saída de Saviola:

Marca.com


"Excelente noticia y me alegro por él. Demasiado ha tardado en largarse del madrid después de haberse repetido la misma historia que con el barça.. Javier Saviola, auténtico superclase que entre Barça y Madrid se lo han cargado calentando banquillo"

"Pues para mi Saviola es mucho mejor delantero que muchos que tiene el Madrid en el equipo titular. Y como suplente ni te cuento. Es una lástima que no haya tenido suerte con los entrenadores, el primer año en el barcelona se marcó un temporadón en liga y champions y luego los siguientes entrenadores no contaban con el y lo regalaron al Real Madrid. Por cierto, de negocio redondo nada. Javier ha estado cobrando 5 millones por año, y ha estado 2 añitos. Ha salido perdiendo el Madrid más de 5 millones entre sueldo y comisiones."

"Espero que saviola tenga muxa suerte en el benfica es un gran jugador."

"Si saviola hubiera jugado la mitad de minutos que raul en estos dos años hubiera marcado el doble de goles que raul, jugando en el mismo puesto, lo que no podia hacer es marcar goles si no jugaba, o jugaba una vez cada 3 meses, espero que en el benfica demuestre lo buen jugador que es, cosa que en el madrid no le han dejado, siempre que ha jugado con regularidad ha hecho grandes temporadas"

"Balboa le gusta su llegada... vale... pero a mi me interesa saber si Aimar se queda!!! Vovleran a jugar juntos los 2 cracks del River que maravillaban al mundo entero! (aunq de eso ya ace mucho)"

"Saviola, tenías que haberte quedado en Sevilla. Aquí te queríamos, pero se te fue la cabeza con el sueldo. Si hubieses aspirado a un poco menos, serías ahora titular en Argentina. Tú te lo perdiste y te echaste a perder. Ciao Conejo!"

"¿Alguien ha hablado del barça aquí? Al menos jugo 3 temporadas titular en el barça y metio 84 goles en 3 años. Seguramente no fue un negocio redondo para el barça pagar tanto dinero por el, pero eso no quita que ahora querais vender que lo vuestro ha sido un buen negocio cuando habeis perdido dinero."

Quem é Javier Pedro Saviola

Javier Pedro Saviola (el conejito)


Destacou-se muito jovem no Club Atlético River Plate, onde estreou na Primera División Argentina com dezesseis anos. Jogador de médio-baixa estatura (1,68m), mas muito habilidoso e rápido, converteu-se rapidamente num dos principais atacantes argentinos. Com dezoito anos ganhou o Campeonato Apertura e com dezanove o Clausura.

No ano de 2001 foi a estrela do Mundial sub-20 organizado pela FIFA na Argentina. A Argentina foi campeã, com um golo de Saviola na final. Saviola foi o artilheiro e considerado o melhor jogador do Mundial.

Depois do Mundial, já com dezanove anos, foi vendido para o FC Barcelona, que pagou por ele 35,9 milhões de euros. Apesar de jogar bem durante as três primeiras temporadas no Barça, no verão de 2004 quando obteve a nacionalidade espanhola foi cedido por uma temporada ao AS Monaco, pelo qual disputou a Liga francesa e a Liga dos Campeões da UEFA na temporada 2004-2005. Depois de jogar no Principado, foi emprestado ao Sevilla Fútbol Club para a temporada 2005-2006, jogando a Liga espanhola de futebol, a Copa del Rey e conquistando o título da Taça UEFA de 2006.

No verão de 2006 voltou ao FC Barcelona, clube que possui os seus direitos, onde mostrou ser um excelente jogador, chegando a marcar sete golos em três jogos.

No fim da temporada 2006/2007, Saviola acabou indo para o rival do Barcelona, o Real Madrid, no qual foi campeão espanhol (2007/2008).

Transferido para o SL Benfica por cinco milhões de euros com um contrato com a duração de três anos, mais um de opção, por 5 milhões de euros na temporada de 2009/2010.

Títulos
  • 1 Taça UEFA, com o Sevilla FC em 2006
  • 1 Campeonato Mundial de Futebol Sub-20, com a Selecção Argentina de Futebol em 2001
  • 1 Medalha de Ouro nos Jogos Olímpicos de 2004, em Atenas, com a Selecção Argentina de Futebol
  • 1 Campeonato Clausura Argentino, em 2000, com o Club Atlético River Plate
  • 1 Campeonato Apertura Argentino, em 1999, com o Club Atlético River Plate
  • 1 Supertaça de Espanha com o FC Barcelona em 2007
  • 1 Campeonato Espanhol com o Real Madrid em 2007/2008
  • 1 Supertaça de Espanha com o Real Madrid em 2007/2008

Saviola . Video

26 junho 2009

Saviola . Fotos