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31 outubro 2011

Novembro sangrento!

Crónicas de António Mendes,in Record


Apoel-FC Porto (dia 1),
Benfica
-Basileia (2),
Sp. Braga-Maribor (3),
Sp. Braga-Benfica (6),
Bósnia-Portugal (11),
Portugal-Bósnia (15),
Académica-FC Porto (19),
Sporting-Sp. Braga (20),
Manchester United-Benfica (22),
Shakhtar Donetsk-FC Porto (23),
Benfica
-Sporting (26),
FC Porto-Sp. Braga (27) e
Sp. Braga-Birmingham (30).

Enfim, peço desculpa por este longo ponto prévio, mas vale a pena fazer um “copy” e “paste” para a agenda!

É um novembro verdadeiramente sensacional de grandes jogos e jogos decisivos, com Benfica e FC Porto na Champions, o playoff da Seleção Nacional, o Sp. Braga a jogar tudo na Liga Europa com os 2 jogos caseiros, a Liga Zon Sagres ao rubro, apesar de estar duas semanas parada. O Benfica a visitar Braga e um fim-de-semana com clássico na Luz e os arsenalistas no Dragão. Ainda a Taça de Portugal, com a certeza de que ou Sporting ou Sp. Braga vão ficar pelo caminho e o FC Porto tem uma periogosa deslocação a Coimbra.

Com isto tudo, meus amigos, o mês de novembro pode ser já o mais decisivo da época e no meio disto tudo ainda há candidatos que apontam baterias para a FPF. O problema vai ser haver tempo para tudo, mas como sempre arranja-se, na certeza de que no início de dezembro pode haver cabeças a rolar, ou pelo menos momentos de pura reflexão, depois de tantos jogos com uma “bolinha” vermelha no canto superior direito. Que seja com toda a emoção!

04 março 2011

O azar do imparável Benfica

Quando tanto se fala de sorte onde também há muita crença e confiança! O Benfica parece imparável nesta fase da época, uma evidência ao fim de 18 vitórias consecutivas, as duas últimas em forma de reviravolta com efeitos épicos e já nos descontos, o que prova, enfim, que muitas vezes o coração enquanto bate suplanta a razão de menor fulgor, o que até se justificava perfeitamente pelo cansaço e o ritmo frenético de jogos desde o início de Janeiro.

A realidade é que as águias continuam a ganhar numa espécie de voo picado que terá este domingo um sério teste na Pedreira de Braga. Curiosamente, um dia antes do Benfica completar três meses sempre a ganhar, desde que saiu derrotado aos pés dos alemães do Schalke 04 a 7 de Dezembro de 2010.

O azar no meio deste percurso sensacional da equipa de Jorge Jesus é que o FC Porto baqueou em todas as provas menos no... campeonato, onde os dragões mantiveram-se ombro a ombro com os encarnados, acompanhando este ritmo avassalador de vitórias dos rivais da Luz nos jogos da Liga.

André Villas-Boas foi derrotado três vezes desde Janeiro, perdeu uma prova (Taça da Liga), ficou com outra hipotecada (Taça de Portugal, dada a derrota caseira precisamente com o Benfica) e manteve-se de cabeça erguida na Liga Europa, apesar do desaire no Dragão com o Sevilha. No campeonato, é que não houve brechas e esse foi o azar do Benfica, que até pode ganhar todos os jogos daqui para a frente e garantir mais três títulos (Taças de Portugal e da Liga e a Liga Europa), mas ficará sempre com a outra frente comprometida e com o amargo de boca daquele início na Liga, uma prova em que a regularidade dita a sua lei, como se comprova!

04 fevereiro 2011

Erros meus, erros teus

Não é preciso ser mágico para reforçar, quase 24 horas depois do clássico da Taça, que o momento das equipas faz a diferença. O Benfica está melhor, muito melhor, do que quando saiu do Dragão com uma goleada das antigas, em novembro do ano passado. O FC Porto não está tão assertivo, confiante, corrosivo, explosivo como era nessa altura em constância e regularidade e foi nesse jogo.

Mas há um pormenor que pode ter escapado, mesmo após tantas análises, e esse grande pormenor tem a ver com a forma como Jorge Jesus aprendeu com os erros que cometeu. O treinador do Benfica não soube só ser humilde para os reconhecer e, mais do que isso, abordou este jogo com uma estratégia bem diferente. Em vez de jogar em função das armas dos dragões, como o fez no jogo do campeonato, procurou, acima de tudo, anular as principais armas do adversário. Naquele jogo de posse que desta vez traiu o FC Porto os nomes de João Moutinho e Belluschi são peças fundamentais e Jorge Jesus sabia que era necessário anular a entrada do passe para quem tem melhores ideias a servir os avançados. Lá na frente, Hulk nem necessitava de ser anulado porque, como todos sabemos, ele anula-se quando está na posição 9, apesar de alguns jogos em que conseguiu disfarçar essa evidência à custa de muita voluntariedade e espontaniedade.

Claro que aquele golo de Fábio Coentrão fez muita mossa, mas o dado novo no desequilíbrio da balança já estava introduzido quando se soube quem ia jogar. Este é um daqueles jogos em que as decisões de um treinador fazem a diferença e Jorge Jesus também começou a ganhar quando André Villas-Boas decidiu-se pela convocatória. Sem Fucile no onze, como parecia uma obrigatoriedade e sem Walter no banco, como parecia natural, os dragões deram logo o flanco e agora só falta saber se André Villas-Boas também vai aprender com os erros como aprendeu Jorge Jesus.

No meio disto tudo, há um “patinho feio”, como lhe chamou Jorge Jesus, que foi fundamental na tal estratégia de anular as principais armas do adversário. A César o que é de César, que teve um jogo para mais tarde recordar. Aliás, no plano na estratégia aliada à tática este é um clássico que vai servir para muitos estudiosos. Até mesmo para André Villas-Boas que, convenhamos, já sabe que quem errou desta vez foi ele...